2012, Sanatório

2018-01-23

Conheci este local numa caminhada. Segundo o site Memória Portuguesa:

Na zona limítrofe dos concelhos de Loures e Mafra, na localidade de Cabeço de Montachique, zona particularmente apreciada e elogiada pelos “bons ares”, existiram pelo menos cinco estruturas deste tipo. Corria o ano de 1918 e Francisco de Almeida Grandella, em nome da “Sociedade dos Makavenkos” doava um terreno de 3.500 metros quadrados para a construção de um edifício destinado ao tratamento e internato temporário de doentes de tuberculose. Juntou-se o gesto solidário do arquitecto Rosendo Carvalheira, que criou um grandioso projecto para o edifício. "O conjunto do projecto é muito simples, gracioso e pitoresco e fortemente inspirado em motivos portugueses", escrevia a “Arquitectura Portuguesa” em Julho de 1918. O plano inicial previa quartos para 36 doentes em regime de internato gratuito, quartos para vigilantes, uma grande cozinha, refeitório, varanda de cura, farmácia, sala de pensos, arrecadações, banhos, forno crematório para pensos, desinfecção e enfermaria de isolamento. Para ajudar a custear os encargos da obra, seriam criadas também 14 moradias independentes, que também procurariam dar resposta "à grande falta de habitação para os que, embora com meios para se tratarem, careçam de aí se instalar".

Adianta ainda o referido site que:

Porém, o apelo não teve resposta e depressa se parou com a construção, tendo a ideia morrido ali. Todas as expectativas geradas em torno do projecto acabaram por sair goradas.

...não tendo o projeto sido concluído.

Decidido a tentar obter algumas imagens em torno das ruínas, regressei ao nascer do sol em setembro de 2012, conseguindo estas imagens:

Fotografias feitas com a Canon 30D e lente Sigma 17-70